| Estados Unidos a braços com o dilema climático do carvão |
| 09-Nov-2009 | |
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As emissões de CO2 do carvão deverão triplicar no mundo entre 2000 e 2050, prevê um estudo publicado em 2007 pelo Massachusetts Institute of Technology. Só a China deverá construir o equivalente a duas centrais a carvão por semana, durante esse período. Mas nos Estados Unidos, onde metade da produção de electricidade tem origem no carvão, o consumo também está a aumentar e com ele os obstáculos políticos a um acordo sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Os representantes da Virgínia ocidental em Washington nem querem ouvir falar de impostos sobre as emissões poluentes ou de um sistema de comércio de emissões. Mas os negociadores de Copenhaga podem apoiar-se num segmento da indústria da Virgínia que vê na protecção do Ambiente uma possibilidade de obter receitas. Em Ohio, o grupo francês Alstom instalou a maior instalação mundial de captura de dióxido de carbono. Esta, que entrou em serviço a 1 de Setembro, foi concebida para capturar cem mil toneladas de CO2 por ano, à saída das chaminés de uma central a carvão. O CO2 será depois enterrado a 2100 metros de profundidade. No entanto, nem todos estão convencidos com as virtudes desta tecnologia. Os ecologistas acusam-na de prejudicar a saúde dos habitantes das proximidades. E os cientistas duvidam das soluções e dos seus custos. Fonte: AFP / Público |