Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa
9 Nov 09
As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.
Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha
6 Nov 09
A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.
Os ministros do Ambiente da União Europeia (UE) realizam esta segunda-feira reunião extraordinária
24-Nov-2009
Os ministros do
Ambiente da União Europeia (UE) realizam esta segunda-feira uma reunião
extraordinária em Bruxelas para preparar a cimeira sobre as mudanças
climáticas de Copenhaga, da qual se espera um acordo para substituir o
Protocolo de Quioto.
"A UE trabalhará para
obter em Copenhaga um resultado que seja completo, ambicioso e
vinculativo", disse o ministro do Ambiente sueco, Andreas Carlgren.
"Também
deve haver um calendário e directivas claras para estabelecer um quadro
regulador legalmente vinculativo", acrescentou Carlgren.
O
objectivo do encontro de segunda-feira, em que participa também a
ministra do Ambiente de Portugal, Dulce Pássaro, é efectuar uma última
revisão conjunta da posição comunitária relativamente à reunião de
Copenhaga, bem como as estratégias de negociação que ponham em prática
o bloco europeu.
A reunião terá lugar à porta fechada e dela
espera-se apenas uma declaração informal ao final do dia, indicaram
fontes comunitárias.
Está previsto que participe no encontro o responsável da ONU sobre Mudanças Climáticas, Ivo de Boer.
Os
"27" serão em primeiro lugar informados sobre os últimos progressos nas
negociações internacionais realizadas pela ministra do Clima
dinamarquesa, Connie Hedegaard, cujo país organiza a iniciativa de
Copenhaga, que decorrerá de 07 a 18 de Dezembro.
O comissário
europeu do Ambiente, Stavros Dimas, por seu turno, exporá as tendências
actuais em emissões de gases com efeito de estufa e informará sobre os
compromissos de redução anunciados até agora por outros actores
internacionais.
Em paralelo, a ministra norueguesa Hanne
Bjurstrom falará das iniciativas existentes para reduzir a
desflorestação nos países em desenvolvimento.
Durante o
almoço, os ministros examinarão os objectivos e as prioridades
comunitárias, bem como as considerações tácticas das negociações.
A
União Europeia mostrou-se recentemente partidária de estruturar as
negociações em duas partes, tendo em conta que alguns actores
internacionais afirmam não estar em condições de discutir todo o texto
em apenas duas semanas.
De acordo com esta nova abordagem
comunitária, em Copenhaga o que será fixado é um acordo vinculativo que
precisará ainda de ser mais trabalhado para que possa ter efeitos
legais o mais cedo possível e entrar em vigor a partir de 01 de Janeiro
de 2013, quando deixa de vigorar Quioto.
A UE aprova o
objectivo de evitar que a temperatura do planeta suba acima dos dois
graus centígrados, o que, de acordo com os cálculos do Painel
Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC), requer que os
países industrializados reduzam em 2020 as suas emissões entre 25 e 40
por cento no que respeita aos níveis do 1990 e entre 80 e 95 por cento
em 2050.
Os países da UE garantem uma redução unilateral do 20
por cento que poderá ser elevada para 30 por cento se outros países
desenvolvidos se comprometerem a esforços comparáveis.
O mercado de carbono na base do capitalismo fóssil
As alterações climáticas são
consequência da acumulação de gases com efeito de estufa da
atmosfera, libertados essencialmente pela queima de combustíveis
fósseis (carvão, gás natural e petróleo). Daqui decorre que
apenas podemos continuar a viver num planeta com o clima que
conhecemos desde que o ser humano surgiu se acabarmos com a nossa
dependência dos combustíveis fósseis. Mas esta dependência traz
consigo poderosos lobbies, que os governantes dos países
industrializados não querem enfrentar.