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Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa

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9 Nov 09 

As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.


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Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha

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6 Nov 09 

A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.


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Ambientalistas propõem alternativas para salvar Tablas de Daimiel PDF Imprimir e-mail
15-Nov-2009

albufeira.jpgRepresentantes de organizações como a WWF, Ecologistas em Acção, Greenpeace e SEO-BirdLife defenderam hoje a compra dos direitos da água e o uso a bacia do Guadiana, como alternativa ao transvaze proposto do Tejo para salvar o Parque Nacional das Tablas de Daimiel, em Ciudad Real, Espanha.

A alternativa foi apresentada por representantes espanhóis das organizações ambientalistas que defenderam ainda novas medidas para regenerar e manter o nível hídrico do parque e combater os incêndios que afectam a zona desde Agosto. Apesar de discordarem com o modelo proposto pelo Governo espanhol - que quer canalizar água para a zona a partir do transvaze já existente entre o rio Tejo e o Segura -, os ambientalistas defendem a urgência de medidas para as Tablas.

Propostas detalhadas foram já entregues pelas organizações ambientalistas ao patronato do parque nacional espanhol.

As organizações consideram que estas medidas alternativas garantam uma solução para o problema imediato e, ao mesmo tempo, assegurem a manutenção e a recuperação a médio e longo prazo da zona, incluindo do Alto Guadiana.

Além de inundar o parque, para combater os incêndios, defendem a utilização da água de mais poços existentes na região, bem como da bacia do Guadiana, mais próxima e por isso de mais fácil acesso.

No início deste mês, o Governo espanhol aprovou um transvase especial de 20 hectómetros cúbicos, através do aqueduto Tajo-Segura, como medida urgente para salvar o parque natural. A decisão foi aprovada em conselho de ministros e insere-se num pacote de iniciativas aprovadas com cariz de urgência para responder à grave situação do parque, onde desde Agosto alastram fogos subterrâneos.

A vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, disse aos jornalistas que com estas medidas o executivo quer continuar a trabalhar para recuperar o ecossistema das Tablas “cujo salvamento continua a estar seriamente comprometido”. Além do transvase, o executivo de Madrid aprovou ainda um pacote financeiro de 19 milhões de euros para intervenções no próprio parque.

O parque nacional, reserva da biodiversidade, está numa situação de grave risco, com seca profunda agravada pelos incêndios, o que levou o governo a aprovar este transvase, que espera seja mais eficaz na canalização de água para a zona. Transferências anteriores acabaram por não ter efeito porque mais de 70 por cento da água perdeu-se, no solo muito poroso da zona, não ficando retida nas zonas do parque com mais necessidade de água.

As autoridades chegaram a estudar outras alternativas, incluindo o uso de hidroaviões, para alagar a zona, antes um espaço onde existiam lagos e pântanos e que progressivamente tem vindo a perder humidade, desviada desde a década de 1960 para regadios.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) ameaçou já Espanha que poderá retirar a classificação de reserva dada à zona quando, em 2011, reexaminará a situação nas Tablas de Daimiel.

Fonte: Público

 
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27 e 28/10/2009
09h00 às 18h00
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