Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa
9 Nov 09
As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.
Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha
6 Nov 09
A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.
Ministros europeus chegam a acordo sobre redução de emissões de navios e aviões
21-Out-2009
Os ministros do
Ambiente da União Europeia reunidos no Luxemburgo concordaram hoje em
pedir aos armadores de todo o mundo e às companhias aéreas que reduzam
as suas emissões poluentes, no âmbito das negociações internacionais
sobre o clima.
Naquele que foi o primeiro
Conselho do Ambiente sob presidência sueca, a União Europeia fixou dois
objectivos difíceis para as negociações mundiais sobre o clima: reduzir
até 2020 as emissões das companhias aéreas em dez por cento e a dos
navios em 20 por cento. Os dois sectores não têm, de momento, qualquer
limite às suas emissões.
A Grécia, Chipre e Malta protestaram contra a iniciativa mas acabaram por aceitar.
As
companhias aéreas contribuem com dois por cento para as emissões
mundiais de gases com efeito de estufa. O transporte marítimo
representa entre três e quatro por cento. Mas estas emissões poderão
aumentar rapidamente com o crescimento do transporte de mercadorias,
garantido em 90 por cento por navios.
A União Europeia, que
controla 41 por cento da frota mundial, propõe reduzir as emissões de
dióxido de carbono dos navios em 20 por cento até 2020, em relação aos
níveis de 2005, e a “criação de um mecanismo de mercado que permita
criar recursos financeiros a redistribuir aos países em
desenvolvimento”, explicou um negociador. Este mecanismo poderá ser um
imposto sobre os combustíveis ou a imposição de quotas de emissão.
Além
destas decisões, os ministros chegaram a acordo sobre a vontade de a
União Europeia participar no esforço exigido aos países desenvolvidos
para reduzirem até 2050 entre 80 e 95 por cento das suas emissões, a
níveis de 1990. No entanto, não assumiram compromissos.
“As
negociações foram muito difíceis”, comentou o comissário europeu para o
Ambiente, o grego Stavros Dimas. Estas aconteceram depois de ontem os
ministros europeus das Finanças não terem conseguido chegar a acordo
sobre o financiamento aos países pobres. “O fracasso dos ministros das
Finanças afectou fortemente as discussões. A presidência sueca
conseguiu um acordo, porque estava em causa a credibilidade do Conselho
do Ambiente, mas teve de fazer compromissos”, explicou a ministra belga
Evelyne Huyttebroeck.
O mercado de carbono na base do capitalismo fóssil
As alterações climáticas são
consequência da acumulação de gases com efeito de estufa da
atmosfera, libertados essencialmente pela queima de combustíveis
fósseis (carvão, gás natural e petróleo). Daqui decorre que
apenas podemos continuar a viver num planeta com o clima que
conhecemos desde que o ser humano surgiu se acabarmos com a nossa
dependência dos combustíveis fósseis. Mas esta dependência traz
consigo poderosos lobbies, que os governantes dos países
industrializados não querem enfrentar.