Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa
9 Nov 09
As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.
Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha
6 Nov 09
A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.
Ministros europeus das Finanças não se entendem quanto à ajuda “climática” a países pobres
20-Out-2009
Os ministros das
Finanças da União Europeia (UE) reunidos no Luxemburgo não conseguiram
chegar hoje a acordo sobre o montante da ajuda a prestar aos países
pobres, no âmbito da luta contra as alterações climáticas, anunciaram
vários delegados.
A Comissão Europeia sugeriu, no mês passado, que os países mais pobres precisam de cem mil milhões de euros anuais até 2020.
Hoje
no Luxemburgo, os ministros debateram o que será justo a UE
disponibilizar – um montante entre os dois e os 15 mil milhões de euros
por ano durante os três anos a seguir à assinatura do sucessor do
Protocolo de Quioto – e a forma, ainda a definir, como esse valor será
partilhado pelos Estados membros.
"Não conseguimos chegar a uma
conclusão", anunciou aos jornalistas Anders Borg, ministro sueco das
Finanças, cujo país assegura a presidência do bloco dos 27 até ao final
do ano. "Foi uma decepção", admitiu.
Assim sendo, a decisão passou para as mãos dos chefes de Estado e de Governo da UE que se reúnem no final deste mês.
As
vozes críticas no seio da UE têm naturezas diversas. Alguns países,
como a Polónia, recusam pagar para ajudar os mais pobres alegando que
eles próprios são “pobres”. Outros, como a Alemanha, consideram
prematuro que a UE avance com um número enquanto outros países
industrializados ainda estão na fase das intenções.
Ontem, o
ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, anunciou que o Reino
Unido quer que a UE dê dez mil milhões de euros anuais, até 2020, aos
países mais pobres. A ajuda britânica poderá ser de um décimo desse
montante, avançou. "A Europa deve ter um papel crucial, monstrando
liderança e ligando os países desenvolvidos e em desenvolvimento em
volta de um plano de acção comum", comentou Alistair Darling.
Este
dossier do financiamento tornou-se no maior pomo de discórdia nas
negociações mundiais, a menos de dois meses da cimeira de Copenhaga, de
7 a 18 de Dezembro. Os países pobres afirmam que não podem reduzir as
suas emissões de gases com efeito de estufa nem adaptar-se aos efeitos
das alterações climáticas sem a ajuda dos países industrializados.
O mercado de carbono na base do capitalismo fóssil
As alterações climáticas são
consequência da acumulação de gases com efeito de estufa da
atmosfera, libertados essencialmente pela queima de combustíveis
fósseis (carvão, gás natural e petróleo). Daqui decorre que
apenas podemos continuar a viver num planeta com o clima que
conhecemos desde que o ser humano surgiu se acabarmos com a nossa
dependência dos combustíveis fósseis. Mas esta dependência traz
consigo poderosos lobbies, que os governantes dos países
industrializados não querem enfrentar.