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Uma das principais conclusões do “Mapa de Conflitos causados pelo
Racismo Ambiental no Brasil ”, disponibilizado recentemente no portal da
Rede Brasileira de Justiça Ambiental - RBJA , é de que quilombolas, índios e outras populações tradicionais são alvo de injustiças em todos os Estados, tendo usualmente os seus interesses e direitos “engolidos” por empreendimentos grandiosos, como é o caso das barragens.
A RBJA é uma articulação formada por representantes
de movimentos sociais, ONGs, sindicatos e pesquisadores de todo o país.
Foi criada em 2001, com o objetivo oficial de “combater a injustiça
ambiental no Brasil”.
O seu portal explica que o
conceito de injustiça ambiental define as situações onde a carga dos
danos ambientais do desenvolvimento se concentra, de modo predominante,
em áreas onde vivem populações pobres.
“Denuncia,
entre outras coisas, a lógica que define os locais onde serão
instalados os grandes empreendimentos de mineração, as barragens das
hidrelétricas, a passagem de linhas de transmissão de eletricidade, de
oleodutos e outras obras, como depósito de lixos tóxico ou de resíduos
químicos. Uma lógica que faz com que todos os efeitos nocivos do
desenvolvimento recaiam sempre sobre as populações mais vulneráveis”.
Em
meados de 2005, a RBJA formou um Grupo de Trabalho para investigar esse
problema no país. Os primeiros passos culminaram na realização do I
Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, promovido em parceria
com a Universidade Federal Fluminense (UFF), no mês de novembro
seguinte. Reuniram-se à época mais de 90 pessoas de diferentes regiões,
entre representantes de povos indígenas, Movimentos Negros, quilombolas
e de outras populações tradicionais; ONGs e membros da Academia
(inclusive três do exterior).
O Seminário gerou dois sub-produtos: o livro “Racismo Ambiental”,
organizado pela professora Selene Herculano, da UFF, doutora em
Sociologia; e pela jornalista Tânia Pacheco, mestre em Educação e
doutora em História, compilando artigos e exposições feitas no evento.
Também foram registrados em 27 filmetes os depoimentos dos
participantes das mesas, todos disponíveis no Youtube.
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