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O primeiro encontro do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, realizado em Washington de 27 a 28 de Abril, foi uma “perda de tempo”, na opinião da organização ecologista internacional Greenpeace. “Mais dois dias gastos: já só faltam 222”, disse a directora da campanha climática da Greenpeace nos Estados Unidos, Carroll Muffett.
Este Fórum reuniu à mesma mesa os 17 países mais poluidores do
planeta para discutirem o futuro da política climática mundial.
Convocado pela administração Obama, este encontro é tido como uma forma
de acelerar e facilitar a chegada a consensos na conferência de
Copenhaga, em Dezembro. Daqui espera-se que saia o sucessor do
Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
“Infelizmente, apesar de os últimos dois dias terem trazido uma
retórica inspiradora (...) fez-se muito pouco no sentido de um
verdadeiro progresso”, comentou Muffett, em comunicado enviado esta
manhã ao PÚBLICO.
No lançamento do fórum, a secretária de Estado Hillary Clinton
reconheceu que as alterações climáticas representam um “perigo claro e
actual para o nosso mundo”.
Mas o repto lançado por Clinton, para que fossem geradas
“iniciativas concretas” que os líderes possam considerar na reunião do
G8 em Itália, em Julho, ficou sem resposta.
“Apesar de quererem mostrar liderança, os Estados Unidos ainda não
se comprometeu com reduções das emissões a curto prazo, algo do qual
depende um acordo em Copenhaga. Em vez disso propõem compromissos a
longo prazo que são insuficientes para evitar as alterações
climáticas”, acrescentou a dirigente ecologista.
Na sua opinião, os líderes destes países deveriam ter-se aproximado
de uma declaração de intenções de redução ambiciosa de emissões a curto
prazo. “Deveria ter sido ultrapassada a retórica Norte-Sul que tem
empatado as negociações até agora”.
“Infelizmente, o fórum não apresentou caminhos aos países em
desenvolvimento para um crescimento mais limpo e não avançou nenhum
apoio financeiro ou técnico dos países desenvolvidos”.
Fonte: Público
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