O ano de 2008 vai ser o mais frio da década, com uma média de 14,3ºC de temperatura, de acordo com uma estimativa preliminar sobre a temperatura global. Comparado ao período de 2001 a 2007, houve diminuição de 0,14ºC. A constatação, no entanto, não indica que o aquecimento global está a diminuir.
A pesquisa será apresentada na próxima semana por cientistas do
serviço meteorológico britânico (Met Office's Hadley Centre), em
Londres.
A constatação, no entanto, não indica que o aquecimento global está
a diminuir. "Absolutamente não", disse Petter Scott, do Met Office's
Hadley Centre. "Se nós quisermos entender as mudanças climáticas,
precisamos procurar um meio-termo ao estabelecer essas relações."
Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", o professor Myles
Allen, da Universidade de Oxford, disse temer que os cépticos com
relação ao clima superestimem esse dado. "Vocês podem se sentir um
pouco mais entusiasmados com isso, mas não estamos num ano frio. A
memória humana é curta. Em relação à década de 80, este ano tem sido
quente", afirmou.
O Met Office havia previsto anteriormente que 2008 seria um ano frio
--na ocasião, o instituto previra a média climática de 14,37ºC-- por
causa do fenómeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento incomum da
água do Oceano Pacífico e que também é o "espelho" do ciclo climático
El Niño.
O ano mais quente, segundo o instituto, foi o de 1998 (que incluiu
um El Niño intenso, em termos de variação de condições climáticas),
acompanhado por 2005, 2003 e 2002.
Os dados são uma combinação de informações e imagens enviadas por
satélites e dados terrestres sobre o ar em diversas estações, e foram
compilados pelo Hadley Centre e pelo Centro de Pesquisa em Clima da
Universidade de Anglia.
Em março, uma equipa de cientistas da Universidade de Kiel previram
uma variação natural de 0,3ºC para a próxima década. Eles disseram
também que as temperaturas se manteriam constantes até 2015 --ano em
que começariam a aumentar.
Fonte: Folha online
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