Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa
9 Nov 09
As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.
Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha
6 Nov 09
A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.
Perante o pico do petróleo é preciso descarbonizar as economias, avisa AIE
08-Nov-2008
O último relatório anual da Agência Internacional de Energia, de 6 de Novembro, não incita ao optimismo. Entre a alta inevitável do preço do petróleo, o declíneo acelerado das reservas petrolíferas em exploração, a insuficiência dos investimentos (produção, refinagem, ...) e a aceleração do aquecimento global, é impossível não olhar para o futuro do Planeta de negro com a leitura do World Energy Outlook 2008 .
Ao ritmo a que estão as coisas actualmente, é preciso "uma maior
descarbonização da economia" para evitar "efeitos catastróficos e
irremediáveis" sobre o clima. Nada menos que uma "revolução
energética". Isto é para nos fazer desesperar? "Nós estamos no
cruzamento dos caminhos (...) Não é demasiado tarde para mudar de
direcção", alerta o economista chefe da AIE.
O mundo não tem falta do ouro negro.
A terra tem o equivalente a 6500 mil milhões de barris, mas em zonas
cada vez mais dispendiosas e mais difíceis de extrair e refinar.
SUR LE MÊME SUJET
Se nos retivermos no petróleo dito "convencional", o declíneo das
reservas acelera-se. Mais rápido no mar do Norte e nas pequenas
reservas do que no Médio Orientes e nas reservas gigantes do Iraque e
Arábia Saudita. A AIE estima que o declíneo natural dá-se a uma taxa de
9% por ano depois de atingido o pico.
Esta taxa é de 6,7% em relação aos investimentos destinados à
produção. Estas taxas de deplecção serão de 10,5% ou 8,6% em 2030. Ou o
consumo passará de 84 a 106 milhões de barris em 2030, mesmo que o
contributo do petróleo para a energia primária desça de 34 a 30% devido
ao aumento do carvão e gás.
A raridade do recurso e o custo dos investimentos irá repercurtir-se
no preço. "A era do petróleo barato acabou", sublinha a AIE. A agência
estima que irá passar os 100 dólares e aí manter-se até 2015. Será de
200 dólares em 2030. É preciso "uma reavaliação das perpectivas de
custos de produção e procura". Uma procura que será de 45% daqui a 20
anos. É isso suportável para o planeta? Metade do crescimento da
procura virá da China e Índia (e 87% dos países emergentes).
"Podemos estar certos que o mundo da energia será diferente em 2030
que actualmente", conclui. Mas não necessariamente no sentido da maior
sustentabilidade. Os combustíveis fósseis irão representar 80% da
energia consumida. É preciso promover a economia de energia e as
renováveis.
O mercado de carbono na base do capitalismo fóssil
As alterações climáticas são
consequência da acumulação de gases com efeito de estufa da
atmosfera, libertados essencialmente pela queima de combustíveis
fósseis (carvão, gás natural e petróleo). Daqui decorre que
apenas podemos continuar a viver num planeta com o clima que
conhecemos desde que o ser humano surgiu se acabarmos com a nossa
dependência dos combustíveis fósseis. Mas esta dependência traz
consigo poderosos lobbies, que os governantes dos países
industrializados não querem enfrentar.