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Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa

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9 Nov 09 

As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo. O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.


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Tejo: Quercus lamenta transvase aprovado em Espanha

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6 Nov 09 

A associação ambientalista Quercus lamentou hoje que o Governo espanhol tenha aprovado mais um transvase do rio Tejo, alegando que a água que chega a Portugal é cada vez de menor qualidade e quantidade.


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A crise de uns e de outros PDF Imprimir e-mail
29-Out-2008

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 Acompanho com interesse as campanhas publicitárias de uma destacada “marca de sucesso”. A mensagem – mais ou menos descarada – é bastante simples, a nossa mobília é tão barata que é potencialmente descartável e como tal pode ir alterando o visual da sua sala à medida do seu gosto. Muito claramente, o acolhimento desta mensagem ditará um enorme proveito económico da actividade comercial em causa. O modelo vigente busca mil e um subterfúgios para garantir a procura da sua sobreprodução.

 

O capitalismo não é tímido, busca o lucro máximo sem limite de enriquecimento, e apenas essa avidez o conduz. Assim, a sobreprodução surge como uma excelente forma de maximizar os seus proveitos. A excessiva produção num mundo finito, com matérias-primas e recursos limitados gera um sistema onde a acumulação desenfreada de capital é feita à custa da natureza, da sua sustentabilidade e, em última análise, da vida de todos nós.

 

A actual crise financeira deixa antever a iminência de uma crise de sobreprodução.  Chega o momento onde os bens produzidos em excesso perdem valor, mas também o momento onde a redução do poder de compra da população deixa de compensar o escoamento desses bens. Esta crise não afecta ambas as partes por igual. Os detentores do capital tem a capacidade de esperar por novos equilíbrios. Isto porque dispõem do capital para tal, de negócios rentistas livres de riscos e, como se isso não bastasse, os governos providenciam novas rendas atirando fluidez (leia-se o dinheiro dos impostos de todos nós) para o mercado. Para mais, podem exteriorizar o risco dessa sua conduta pela redução do custo do trabalho ou mesmo através de despedimentos.

 

As crises de sobreprodução são uma excelente oportunidade de negócio para quem se pode dar ao luxo de esperar. O detentores da riqueza podem muito bem asfixiar artificialmente a oferta fazendo subir os preços. Um caso concreto e bem visível é a actual redução de produção de petróleo anunciada pelos produtores. Mas também as habitações – o pecado original do sub-prime – são açambarcadas e retiradas, por ora, do mercado. Esta evidência é extensível a toda a míriade produtiva do capitalismo.

 

Se os detentores de capital podem influir na oferta, também o fazem na procura em nome do seu lucro. A recente crise alimentar pós sub-prime, teve origem na migração de capitais de mercados bolsistas inseguros, para outros garantidos como o da alimentação. Assim, no mercado de futuros, trigo que será semeado daqui a anos e cujas sementes ainda nem sequer existem, foi transaccionado mil vezes. Desta forma, a procura foi magnificada, não tendo qualquer relação com a real necessidade de trigo e demais cereais. Quem teve o capital para brincar às cearas virtuais enriqueceu aumentando o preço da alimentação a níveis insuportáveis para quem não pode esperar por uma taça de trigo.

 

Portanto, na economia de mercado, os detentores da riqueza podem jogar com a oferta e a procura em seu benefício. É assim construído o valor das coisas sem qualquer relação com a sua procura real ou com a sua necessidade social. Neste jogo de casino é a vida de milhões que é jogada.

 

Existem claramente duas crises: uma para os que podem esperar e a dos outros que não tem esse luxo. A dos que esperam lucrar ou quanto muito perder apenas uns milhões de euros na crise, e a daqueles que já nada tem a perder na crise a não ser a sua própria vida. Urge romper com os velhos e novos “equilíbrios” onde parte da humanidade é excluída e que nos empurra para o colapso ambiental.

 
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Agenda Activista
O Ambiente na Encruzilhada. Por um futuro sustentável
Conferência Gulbenkian 2009

 

27 e 28/10/2009
09h00 às 18h00
Aud. 2
Entrada Livre

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